Autoridades na Espanha e França tentam conter incêndios florestais que devastaram centenas de milhares de hectares e forçaram o deslocamento de mais de 300 mil pessoas. Apesar da desaceleração em algumas áreas, a chegada de uma nova onda de calor, prevista para começar entre terça e quarta-feira, ameaça dificultar o combate ao fogo.
Na Espanha, o Ministério do Interior classificou segunda e terça-feira como dias cruciais para estabilizar os focos antes da mudança climática. A Agência Estatal de Meteorologia (AEMET) alertou para risco “extremo” de incêndios, citando altas temperaturas, ventos do sul e baixa umidade. A previsão indica que o perigo continuará aumentando, com o episódio de calor podendo se estender por pelo menos até domingo.
O fogo na província de Ávila, próximo à capital, atingiu 80 mil hectares, configurando o maior incêndio florestal registrado na história espanhola. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, visitou um posto de comando e declarou que os eventos são uma “expressão mais dolorosa de uma emergência climática”. Sánchez informou que, somente neste ano, os incêndios consumiram cerca de 150 mil hectares na Espanha, resultando em 13 mortes.
O líder espanhol apelou por cuidados da população e defendeu um pacto de Estado para enfrentar a crise climática. Ele anunciou que o Conselho de Ministros aprovará na terça-feira um decreto-lei para declarar a área afetada como gravemente atingida por emergência de Proteção Civil.

