Há 90 anos, em julho de 1936, ocorreu uma tragédia na face norte do Eiger, nos Alpes Berneses, Suíça. A escalada da parede de 1.800 metros de desnível marcou a história do montanhismo, ligando a atividade a dramas e perdas por décadas.
A face norte do Eiger, uma parede de rocha, gelo e neve, era um desafio não escalado em 1936. Os eventos daquele mês definiram a forma como o alpinismo seria contado, associando-o a situações épicas, dor e perda.
Apesar do peso da história trágica da conquista, a percepção do montanhismo mudou nos últimos anos. As grandes façanhas deixaram de ser um evento de sorte, passando a ser pautadas por treinamento científico.
Esse novo entendimento se apoia no conhecimento profundo do meio, no uso de materiais mais adequados e em previsões meteorológicas precisas, distanciando-se de motivações extrínsecas, como o nacionalismo.

