A Exxon Mobil (XOM) deve apresentar resultados positivos em seu relatório de julho, sustentada por 43 anos consecutivos de crescimento de dividendos e um programa anual de recompra de US$ 20 bilhões. A companhia deve registrar superação de lucros por ação (EPS) devido à forte produção na Guiana e no Permian, somada aos preços elevados do petróleo no segundo trimestre.
A empresa já superou o EPS por quatro trimestres seguidos. No primeiro trimestre de 2026, o EPS ajustado atingiu US$ 1,16, superando a estimativa de US$ 1,0074 em 15,15%. O dividendo atual da Exxon é de 2,65%, e a adição do programa de recompra de US$ 20 bilhões eleva o rendimento total para os acionistas.
Em comparação com a Chevron, a Exxon Mobil apresenta múltiplos de avaliação mais atrativos, com um P/E de 23, contra 32 da concorrente. A empresa gerou US$ 26,13 bilhões em fluxo de caixa livre em 2025, mantendo um índice dívida/patrimônio de apenas 0,168.
Embora o lucro reportado do primeiro trimestre tenha caído, a análise da companhia indica que os lucros subjacentes aumentaram para US$ 8,77 bilhões, excluindo efeitos de derivativos. O CEO, Darren Woods, declarou que a empresa demonstra ser fundamentalmente mais forte que em anos anteriores.


