Omã propôs ao Irã uma gestão conjunta do estreito de Ormuz, visando compartilhar custos de segurança e proteção ambiental na rota marítima. A iniciativa, confirmada nesta quarta-feira (28), busca evitar o controle exclusivo do Irã sobre a passagem estratégica para o comércio de energia global.
O plano proposto determina um financiamento compartilhado entre países e empresas que utilizam a rota. O estreito de Ormuz concentra cerca de 1/5 do suprimento energético global exportado do Oriente Médio, segundo a imprensa internacional.
A articulação diplomática ocorreu em um contexto de intensa movimentação regional. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, conversou com chanceleres da Arábia Saudita e de Omã. Araqchi declarou que é preciso “eliminar a insegurança imposta ao estreito de Ormuz por causa das ações agressivas dos Estados Unidos” e defendeu a união regional contra interferências externas.
A proposta de Omã se baseia no modelo de gestão adotado no estreito de Malaca. A iniciativa conta com apoio de outros países da região, em meio a preocupações elevadas com rotas comerciais e relatos de incidentes com drones na área.

