O Maranhão aderiu à Independência do Brasil em 28 de julho de 1823, data celebrada como feriado estadual. A entrada na formação do Império ocorreu após um processo complexo, marcado por resistência local e interesses ligados às relações políticas e comerciais com Portugal.
O historiador Marcelo Cheche Galves explicou que a resistência maranhense se deu pela forte conexão da província com Lisboa. Diferentemente de outras regiões, o eixo de autoridade para o Maranhão permaneceu ligado a Portugal, mesmo após a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808.
A adesão não foi pacífica. Tropas vindas do Ceará e do Piauí avançaram no território, chegando à região do Rio Itapecuru, principal produtor de algodão da época. O avanço militar fez com que grandes proprietários rurais, temerosos com a instabilidade social, apoiassem a independência para preservar seus interesses.
A chegada do almirante Thomas Cochrane à Baía de São Marcos, em 26 de julho de 1823, marcou o cerco à ilha de São Luís. Segundo Galves, embora o termo oficial seja “adesão”, o caso maranhense se assemelha mais a uma rendição, visto que São Luís resistiu ao movimento até o limite.

