Três fundos internacionais de dividendos — WisdomTree (DTH), Invesco (PID) e Cambria (FYLD) — oferecem rendimentos superiores ao ETF SCHD e registraram retornos de dois dígitos no último ano. Os fundos pagam mais que o ETF americano, que tem rendimento próximo a 3%, por meio de estratégias distintas de ponderação de rendimento, crescimento ou retorno total ao acionista.
Os mercados desenvolvidos fora dos Estados Unidos apresentam rendimentos de dividendos estruturalmente mais altos, impulsionados por setores como energia, financeiro e materiais. O cenário macroeconômico de 2026 tem sido favorável, com o diferencial do Tesouro de 10 anos menos 2 anos próximo a 0,4%, indicando uma curva normal.
O DTH, que segue um índice ponderado por dividendos, distribuiu US$ 2,18 por ação no último ano, resultando em rendimento de cerca de 3,9%. O PID utiliza um filtro de crescimento, exigindo que as empresas aumentem o dividendo por cinco anos seguidos, o que resulta em um portfólio mais restrito de 67 ativos. O FYLD se diferencia ao considerar o rendimento total ao acionista, incluindo recompras de ações e amortização de dívida.
Em termos de desempenho, o FYLD se destacou, com retorno total de 34% no último ano, superando os 26% do SCHD. Enquanto o DTH foca no rendimento máximo, o PID prioriza a consistência do crescimento dos pagamentos, e o FYLD atrai investidores que buscam exposição a setores como energia e transporte marítimo, que impulsionaram sua alta recente.

