Garimpeiros ilegais utilizam mercúrio para extrair ouro na fronteira entre Suriname e Guiana Francesa, causando grave poluição ambiental. O Observatório de Atividade Mineira (OAM) documentou o uso do poluente em riachos próximos, onde a mineração é vetada na margem francesa.
A atividade ilegal, que envolve garimpeiros surinameses, franco-guianeses e brasileiros, contamina solo e água. As medições na área registraram níveis de mercúrio até 8.469 vezes e arsênio até 4.623 vezes acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde, segundo um ativista da comunidade indígena wayana.
O embaixador francês no Suriname, Nicolas de Bouillane de Lacoste, declarou que há “uma degradação alarmante do estado do rio, vinculada em particular às atividades de extração ilegal de ouro”. Ele reiterou o apelo francês pela ratificação de um acordo fronteiriço, que visa dar segurança jurídica ao combate conjunto à mineração irregular.
As autoridades francesas afirmam que suas tropas combatem o garimpo, mas consideram o esforço ineficaz sem o acordo. O ministro de Assuntos Exteriores do Suriname, Melvin Bouva, declarou em 14 de julho que o governo ratificará o protocolo, embora não tenha definido uma data para a formalização.


