Em regiões de clima seco, como Goiás, a pintura de veículos sofre desgaste intenso devido à exposição solar, poeira, seiva de árvores e fezes de pássaros. O consultor em estética automotiva, Rafael Gonçalves, detalhou os cuidados necessários para preservar a superfície dos carros.
O desgaste inicial da pintura se manifesta pela perda de brilho e amarelamento do verniz. Segundo Gonçalves, além dos elementos naturais, a seiva de árvores e as fezes de pássaros aceleram o dano à superfície do veículo. Para proteção, ele indicou opções além da cera tradicional, citando ceras com durabilidade de 6 a 18 meses, o vitrificador e o PPF, uma película protetora mais recente.
O especialista afirmou que a manutenção deve ser feita o quanto antes. Ele explicou que danos ao verniz exigem um polimento agressivo para nivelar a pintura novamente. Gonçalves diferenciou os cuidados, dizendo que veículos mais expostos ao tempo necessitam de proteção de qualidade superior aos que ficam em garagem.
Entre os erros comuns ao lavar o carro em casa, ele apontou a falta de pré-lavagem. O procedimento correto, segundo ele, é aplicar espuma e um jato de água para remover a sujeira pesada antes de iniciar a esfregação. Para remover resíduos de pássaros ou seiva, ele recomendou o uso de xampus levemente alcalinos.
A conservação da pintura também impacta o valor de revenda. Gonçalves declarou que carros bem cuidados têm maior valor agregado e giram mais rápido no mercado, sendo as películas protetoras indispensáveis em climas secos.

