Ronaldo Caiado, candidato à presidência, criticou o presidente argentino Javier Milei por ter feito “escândalo” durante a convenção nacional do PL, realizada no último sábado. O político goiano também defendeu uma atuação mais institucional da diplomacia brasileira, alegando que a chancelaria perdeu protagonismo.
Caiado afirmou que um governo sob sua gestão priorizaria o resgate da “liturgia do cargo”, que, segundo ele, foi negligenciada nos últimos anos. Ele criticou declarações feitas por autoridades estrangeiras em eventos nacionais, dizendo que é inadmissível a ingerência de outros países em eleições internas. “Aí o outro vem aqui, faz escândalo e se acha no direito de xingar presidente e ministro”, declarou, referindo-se a Milei e ao entorno de um presidente norte-americano.
O candidato, que oficializou sua candidatura ao Planalto no domingo, 26, direcionou críticas ao Itamaraty. Ele declarou que a política externa brasileira perdeu independência e protagonismo, pois a chancelaria “passou a ser um braço ideológico do PT”. Caiado ressaltou que a diplomacia brasileira já foi um orgulho nacional, chegando a ser vista com muito respeito em órgãos mundiais como a ONU.


