Pipas provocaram cerca de 288 ocorrências na rede elétrica de Goiás durante o mês de julho, afetando 70 mil imóveis. A brincadeira, comum nas férias escolares, resultou em milhares de pessoas sem energia em bairros da região metropolitana, segundo a Equatorial Goiás.
O gerente de serviços técnicos e comerciais da regional Goiânia da Equatorial, Flávio Duarte, explicou que a fixação de uma pipa em um alimentador, circuito que leva energia da subestação às residências, causa grandes transtornos. Ele afirmou que equipes precisam ser deslocadas para remover o material e prevenir riscos a transeuntes e a quem solta a pipa. Duarte mencionou que o uso de materiais cortantes, como cerol ou linha chilena, eleva o perigo de acidentes.
O gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, detalhou que os impactos vão além do local da brincadeira. Ele comentou que bairros inteiros podem ficar sem energia até a solução segura do problema. Lima apontou que o risco aumenta quando há tentativa de recuperação da pipa, movimentando cabos e podendo provocar curtos-circuitos e desligamentos automáticos.
Os desligamentos afetam a rotina das cidades, causando interrupção no fornecimento em bairros inteiros, comprometendo hospitais e gerando riscos de acidentes de trânsito por falha em semáforos. A companhia reforça que a prevenção é fundamental, orientando a população a nunca soltar pipas perto da rede elétrica, evitar cerol e acionar a distribuidora em caso de enrosco.

