Países europeus ameaçam boicotar a Copa do Mundo de 2030 se a FIFA avançar com seu plano comercial. A ameaça surge após a entidade global propor a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), que consolidaria eventos e operações e venderia participações minoritárias por cerca de R$ 102,5 bilhões.
A proposta da FIFA prevê a criação da FFE, um grupo que consolidaria os eventos e operações, mantendo a governança do futebol sob controle da federação. Para a aprovação do plano, a FIFA ofereceria US$ 10 bilhões, equivalentes a cerca de R$ 51 bilhões, às 211 filiadas nacionais. Além disso, um valor opcional de US$ 20 milhões seria destinado a cada Associação Membro para projetos especiais do Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).
A UEFA manifestou-se contra a iniciativa, declarando que o projeto “cruza linhas que nunca deveriam ser cruzadas”. A entidade europeia afirmou que “A alma e governança do futebol não são ativos para negociar”, criticando a falta de transparência no processo de venda de participações.
A Copa do Mundo de 2030 será sediada em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos. A discussão sobre o possível boicote ocorrerá em reunião virtual nesta semana, antes que a FIFA confirme a criação do programa comercial.

