O Irã negou ter solicitado negociações com os Estados Unidos nos últimos quinze dias, segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabad. A declaração diverge do posicionamento do presidente Donald Trump, que havia mencionado ‘boas chances’ de um acordo entre os dois países. O conflito entre as nações persiste há cinco meses.
Gharibabad afirmou em entrevista à televisão estatal iraniana que o único canal de diálogo ativo do Irã é com Omã, e este se restringe à questão do Estreito de Ormuz. O diplomata declarou: “Não fizemos nenhum pedido de negociações com os Estados Unidos nos últimos 15 dias. Os norte-americanos nos pediram para conversar; eles também nos enviaram uma mensagem por meio de Omã informando que não realizarão ações militares contra nós”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, também rejeitou as alegações, classificando-as como “fabricadas”.
O diplomata iraniano rejeitou qualquer abertura da rota sul do Estreito de Ormuz, explicando que ceder esse acesso implicaria perda de controle sobre a via marítima. Trump, por sua vez, declarou a repórteres que os bombardeios seriam retomados caso as conversações falhassem. Uma autoridade iraniana não identificada comunicou que o país manterá suas forças suspensas enquanto os EUA não retomarem os ataques, seguindo o princípio de “ataque por ataque”.
Apesar da interrupção dos ataques dos EUA contra o território iraniano, houthis do Iêmen atacaram instalações petrolíferas sauditas no Mar Vermelho. A circulação comercial no Estreito de Ormuz atingiu o menor nível em três semanas no domingo (26/07).

