O iene atingiu seu menor nível em quatro décadas frente ao dólar, com a cotação chegando próximo a 162,4 ienes na manhã de terça-feira (30). A forte desvalorização intensifica a pressão sobre o governo japonês, que monitora o mercado e avalia uma possível intervenção cambial.
A tendência de enfraquecimento da moeda japonesa persiste, apesar das recentes elevações de juros promovidas pelo Banco do Japão (BoJ). Segundo análise de veículos de comunicação, o fator principal é a grande diferença entre as taxas de juros do Japão e dos Estados Unidos. Mesmo após elevar sua taxa básica para 1%, o BoJ oferece rendimentos inferiores aos títulos norte-americanos, que permanecem acima de 4%.
Essa disparidade de rentabilidade estimula o *carry trade*, operação na qual investidores captam recursos em moedas de baixo custo, como o iene, para aplicá-los em ativos denominados em dólar. Diante disso, autoridades japonesas renovaram alertas sobre intervenção no câmbio, após o Ministério das Finanças realizar operações bilionárias anteriores.
Analistas indicam que uma nova intervenção pode ocorrer se o movimento for considerado excessivamente especulativo ou ameaçar a estabilidade financeira do país. A evolução do câmbio dependerá das próximas decisões de política monetária no Japão e nos Estados Unidos, especialmente se o Federal Reserve mantiver juros altos.


