O Partido dos Trabalhadores (PT) adiou sua convenção para 4 de agosto, penúltimo dia do prazo legal, após realizar o evento na terça-feira, 28. O adiamento, que poderia sinalizar um avanço, não resultou em diálogo formal com os defensores da candidatura de Ricardo Cappelli, bancada pelo PSB.
O adiamento da convenção da federação PT-PV-PCdoB para fechar a chapa brasiliense poderia indicar um acerto com os defensores de Cappelli. Contudo, o presidente regional do PT, Rodrigo Dias, afirmou que não há nenhum gesto para um novo diálogo. O PSB, por sua vez, recordou que a federação petista nunca propôs uma negociação formal para o Distrito Federal.
Enquanto isso, os defensores de Cappelli mantêm contato com outros segmentos da oposição, como o PSDB de Paula Belmonte e o SD de José Antonio Reguffe. O diálogo entre as candidaturas de esquerda e centro-esquerda do Distrito Federal ficou restrito às cúpulas nacionais dos partidos, onde o PSB conhecia a resistência das bases do PT brasiliense em abrir mão da cabeça de chapa.
Uma alternativa sugerida pelo PT foi apoiar Cappelli para uma vaga de senador, mas a federação manteria suas candidatas Érika Kokay e Leila Barros. Essa proposta não foi feita e não reuniria condições para ser aceita, enquanto o prazo das convenções se esgota.

