A Rio Tinto registrou um primeiro semestre mais forte em 2026, com lucro líquido de US$ 6,66 bilhões, um avanço de 47% em relação ao ano anterior. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (29), foi favorecido pela valorização de commodities como cobre, alumínio e ouro, além do aumento da produção.
A receita consolidada da companhia somou US$ 31,03 bilhões (R$ 159,18 bilhões) entre janeiro e junho, representando uma alta de 15% no período. O EBITDA subjacente atingiu US$ 14,83 bilhões (R$ 76,08 bilhões), um crescimento de 28%, enquanto o fluxo de caixa livre cresceu 75%, totalizando US$ 3,83 bilhões (R$ 19,65 bilhões). Segundo a empresa, o desempenho superou pressões cambiais e custos elevados de energia.
A melhora operacional foi sustentada pelos preços mais altos de cobre, ouro e alumínio, e pelo crescimento de 3% na produção equivalente de cobre. As divisões de cobre, alumínio e lítio passaram a responder por mais de 50% do EBITDA subjacente, reforçando a estratégia de diversificação do portfólio.
Com a melhoria na geração de caixa, a Rio Tinto anunciou um dividendo intermediário de US$ 3,4 bilhões (R$ 17,44 bilhões), valor 43% superior ao distribuído um ano antes. A mineradora manteve inalteradas as projeções de produção e vendas para 2026 e reduziu a estimativa de alíquota efetiva de imposto de aproximadamente 30% para cerca de 25%.

