O Brasil se tornou o maior importador de automóveis da China no acumulado de janeiro a maio de 2026. Segundo dados da alfândega chinesa, o país importou US$ 5,2 bilhões em veículos, dos quais US$ 4,5 bilhões eram modelos eletrificados. Os números colocam o Brasil à frente de nações como Rússia e Bélgica.
As compras brasileiras representaram cerca de 15% do total de importações da China para o país no período, conforme o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O crescimento das aquisições acompanha a ampliação da presença das fabricantes chinesas no mercado nacional. A montadora BYD, por exemplo, opera em Camaçari, na Bahia, utilizando o sistema semi knocked down, com meta de nacionalizar até 50% da produção até 2027, afirmou o vice-presidente sênior da BYD, Alexandre Baldy.
Essa mudança operacional ocorreu paralelamente ao aumento das exportações chinesas para o Brasil. Entre janeiro e maio, o valor das exportações de carros híbridos plug-in dobrou, enquanto os veículos totalmente elétricos quase quadruplicaram. O CEBC avalia que o avanço das importações reflete a estratégia dos importadores de antecipar embarques antes da elevação gradual de tarifas sobre veículos eletrificados.


