O senador apresentou manifestação escrita à Polícia Federal nesta terça-feira (28) e não compareceu ao depoimento sobre a acusação de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O caso deriva de uma postagem feita pelo parlamentar na rede social X em janeiro deste ano.
O senador, acusado de calúnia, optou por apresentar defesa escrita ao delegado responsável pelo inquérito, em vez de comparecer ao depoimento agendado para as 14h. O delegado Antônio Carlos Knoll informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o parlamentar foi intimado, mas escolheu a via documental para se defender das acusações.
A investigação se refere a uma publicação feita pelo senador em 3 de janeiro, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos. Na ocasião, o parlamentar escreveu que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Em sua manifestação, o senador negou a calúnia, afirmando que os tipos penais não são atribuídos ao presidente em sua postagem. Ele esclareceu que a leitura que transporta os fatos imputados ao ex-mandatário venezuelano para o presidente da República é uma “construção interpretativa errônea da publicação”.
A Polícia Federal havia encerrado o inquérito em junho, concluindo que o senador cometeu calúnia. O depoimento foi autorizado por Moraes após solicitação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que citou a legislação penal e mencionou a possibilidade de retratação das falas.


