Aliados de Flávio Bolsonaro aconselharam o senador a concentrar a agenda em temas domésticos após a crise diplomática gerada pelo discurso do presidente argentino Javier Milei. O episódio, ocorrido durante a convenção de oficialização da candidatura ao Palácio do Planalto, levou a campanha a priorizar articulações políticas em Brasília.
A orientação surgiu após os ataques de Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em função disso, Flávio Bolsonaro optou por permanecer em Brasília, recusando convite para acompanhar a posse da presidente eleita do Peru, Keiko Fujimori. Segundo integrantes da campanha, não há novas viagens internacionais previstas para o presidenciável neste momento.
Os ataques de Milei, que incluíram a ofensa a Moraes e a defesa de Jair Bolsonaro, provocaram uma crise diplomática entre Brasil e Argentina. O Itamaraty convocou o embaixador argentino para prestar esclarecimentos, e o governo brasileiro chamou de volta o embaixador brasileiro em Buenos Aires.
A prioridade imediata da campanha é concluir a montagem da chapa presidencial antes do prazo final das convenções, em 5 de agosto. Além disso, o senador deve consolidar os palanques estaduais, participando de convenções em Santa Catarina, Paraíba e Distrito Federal, marcando uma mudança de foco em relação aos investimentos internacionais feitos no início do ano.

