A estreia da Shein na Bolsa de Valores de Hong Kong, prevista para o final deste trimestre, intensifica a disputa no varejo de moda global. Um relatório do BTG Pactual aponta que a empresa usará o capital levantado para praticar preços mais baixos, pressionando as cadeias de lojas listadas na B3.
Os analistas do BTG Pactual afirmam que as varejistas brasileiras precisam focar na diferenciação, em vez de competir apenas por preço. Segundo o relatório, é necessário desenvolver produtos mais ágeis, fortalecer marcas, aprimorar a capacidade omnichannel e investir em personalização por inteligência artificial e experiência do cliente superior.
O Brasil permanece estratégico para a Shein. O prospecto do IPO divulgado em 26 de julho indica que o país é um mercado-chave para proteção de marca e fatia de vendas internacionais fora dos EUA e Europa. A empresa já ajustou preços e criou centros de distribuição para entregas mais ágeis no território nacional.
O cenário de concorrência afeta o setor. Entre 11 de maio e 24 de julho, as ações das principais empresas de moda caíram, com C&A recuando 17% e Riachuelo 12,5%. A previsão da XP indica que o fim do tributo pode gerar impacto negativo de até 5% nas vendas do setor de vestuário.

