O câncer de coração é extremamente raro, afetando cerca de um em cinquenta mil indivíduos, e quando ocorre, é frequentemente secundário. A raridade se deve às características do músculo cardíaco, que regenera-se muito lentamente, diferentemente de outros órgãos do corpo.
A formação do câncer ocorre por mutações celulares, erros que podem surgir durante o processo de regeneração do corpo. Em geral, a probabilidade de erro aumenta em áreas com alta renovação celular, como os pulmões, devido a fatores como o tabagismo. Contudo, o coração possui um tecido muscular resistente que se regenera em uma taxa de aproximadamente um por cento ao ano, o que o torna mais resistente a mutações cancerígenas.
Pesquisas indicam que a pressão gerada pelo batimento cardíaco pode atuar como um fator protetor. Um estudo realizado em 2026 demonstrou que células cancerosas se espalharam mais rapidamente em corações de camundongos submetidos a menor pressão. Os cientistas conseguiram ligar essa alteração a uma proteína afetada pelo movimento do coração, sugerindo que dispositivos que imitam o pulso podem retardar o avanço do câncer.
Além disso, análises de 2026 sugeriram uma conexão entre a saúde cardíaca e o risco de câncer em outras partes do corpo. Pesquisadores acompanharam pacientes por até 18 anos e observaram que alterações sutis na função do átrio esquerdo, por exemplo, aumentavam a probabilidade de desenvolver câncer de cólon posteriormente.


