A vereadora Aava Santiago, do PSB, afirmou que o PSDB de Goiás, liderado pelo ex-governador Marconi Perillo, trata homens e mulheres de forma desigual na legenda. A parlamentar declarou que o partido facilitou a saída de filiados homens, enquanto buscou judicializar ou dificultar a trajetória de lideranças femininas na região.
Segundo Aava Santiago, ex-deputados estaduais conseguiram deixar o partido em 2020 após acordos que resultaram em expulsões formais, sem questionamentos por infidelidade partidária. A vereadora disse que essa estratégia não foi aplicada às mulheres que romperam com o grupo político. Ela afirmou que o grupo se resumiu a um conjunto de homens com pouca relevância eleitoral.
A parlamentar citou casos de outras lideranças femininas para sustentar a tese de perseguição. Ela mencionou que o PSDB tentou cassar o mandato de uma deputada federal quando esta disputou a presidência da Assembleia Legislativa de Goiás e adotou postura similar contra outra ex-deputada após sua candidatura à Prefeitura de Goiânia.
Ao comentar um processo de cassação de mandato pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), Aava explicou que a defesa utilizou argumentos baseados nas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre violência política de gênero. A vereadora informou que decidiu deixar o PSDB sem carta de anuência por considerar o ambiente como abusivo.

