O Ministério Público denunciou quatro integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) por monitorar autoridades paulistas desde 2018. O esquema, investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), visava um promotor e um coordenador de unidades prisionais, com o objetivo de planejar ataques.
As autoridades paulistas identificaram que os denunciados acompanhavam diariamente os hábitos e deslocamentos dos agentes públicos. Segundo o Ministério Público, desde 2018, os alvos recebiam ameaças da facção criminosa, e foram encontrados bilhetes manuscritos com ordens de assassinato no mesmo ano.
Os investigados dividiam tarefas no esquema de vigilância. Dois deles eram responsáveis pela comunicação com outros setores do PCC, e um liderava negociações de armas, mantendo contato com os comandos superiores da organização. O promotor Juliano Carvalho Atoji declarou que os denunciados levantaram rotinas e dados de autoridades para repassar à ‘Sintonia Restrita’, setor responsável pela execução de ações estratégicas.
O Gaeco sustenta que os criminosos buscavam armamento pesado para a execução de possíveis ataques. O fluxo de informações coletadas em campo era repassado a outros integrantes, que centralizavam os dados sensíveis relacionados às vítimas.


