O UBS, maior banco da Suíça, registrou um aumento de 17% no lucro no segundo trimestre, superando as projeções de analistas. A instituição anunciou ainda o plano de recomprar ações no valor de US$3 bilhões até meados do próximo ano.
O banco, que assumiu o Credit Suisse em 2023, apontou um crescimento generalizado, impulsionado pela gestão de patrimônio e pelo banco de investimentos. A divisão de operações financeiras alcançou receita recorde no período, alinhada aos resultados de concorrentes europeus. O lucro líquido atribuível aos acionistas atingiu US$2,8 bilhões, acima da previsão de US$2,39 bilhões.
O diretor-executivo Sergio Ermotti declarou em teleconferência que o banco está próximo de atingir o nível de lucratividade pré-aquisição. O retorno sobre o capital comum de Nível 1 (CET1) alcançou cerca de 17% no primeiro semestre, superando a meta de 15% para o final do ano. A integração do Credit Suisse deve ser finalizada até o final de 2026.
O novo programa de recompra de ações de US$3 bilhões sucede outro de mesmo valor concluído em julho. No entanto, o UBS reiterou que o ritmo das recompras depende do desempenho financeiro e do desfecho das regras bancárias suíças, que visam obrigar o banco a manter cerca de US$20 bilhões em capital adicional.

