A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) limitou a venda de passagens da Flybondi no Brasil, em meio à crise operacional da companhia aérea argentina. A empresa cancelou 79% dos voos registrados no país este mês e paralisou as decolagens no vizinho por quase duas semanas.
A Flybondi, criada em 2018 como companhia de baixo custo, chegou a ser a terceira maior do mercado doméstico argentino, com 9% de participação. Contudo, a operação enfrentou dificuldades após o fechamento do Aeroporto de El Palomar no final de 2020, forçando a transferência para o Aeroparque, em Buenos Aires.
A crise se aprofundou em 2026. Em junho, a companhia cancelou 1.823 dos 2.626 voos programados, o que equivale a quase 70% do total, devido a problemas para pagar o combustível fornecido pela petrolífera YPF. O custo do querosene de aviação subiu após a guerra no Irã, deflagrada em 28 de fevereiro.
Em julho, a situação piorou, com a Flybondi sem voos por quase duas semanas. A paralisação cessou no dia 14 após acordo com a YPF para o fornecimento de combustível. Na época, a empresa operava com apenas quatro aviões de uma frota de 13.
No Brasil, a Anac proibiu a venda de passagens para Florianópolis, Maceió e Salvador. Além disso, a venda da rota Buenos Aires–Rio de Janeiro (Galeão) será suspensa a partir de 3 de agosto se a empresa não comprovar medidas para garantir a regularidade da operação.

