A Meta Platforms (META) negociou a US$ 593,41, apresentando um perfil de risco que atrai atenção de analistas de mercado. A companhia registrou receita de US$ 56,31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 33,1% em relação ao ano anterior. O desempenho ocorre enquanto a empresa investe pesadamente em IA, com um orçamento de CapEx de US$ 125 bilhões a US$ 145 bilhões.
Apesar da queda de aproximadamente 17% no último ano, a empresa demonstra um motor de publicidade durável. A Meta, que opera Facebook, Instagram, WhatsApp e outras plataformas, alcança 3,56 bilhões de usuários ativos diariamente. Os indicadores financeiros mostram uma margem líquida de 30,08% e uma margem operacional de 40,6%, com alavancagem insignificante, segundo dados financeiros.
O crescimento da receita é impulsionado tanto pelo volume quanto pelo preço dos anúncios, sinalizando eficiência de monetização através de melhorias de ranqueamento por IA. A empresa também retornou US$ 26,25 bilhões via recompras de ações em 2025, e registrou cinco trimestres consecutivos de superação de lucros por ação (EPS).
O principal ponto de atenção reside nos gastos com a Reality Labs, que registrou prejuízo de US$ 4,03 bilhões no último trimestre. Além disso, a pressão regulatória da União Europeia e litígios nos EUA são fatores de risco citados por analistas. Contudo, a empresa negocia a 21 vezes os lucros ajustados, um múltiplo considerado razoável para um negócio com crescimento acima de 30%.

