Um ex-companheiro foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio após uma diarista ser encontrada morta em Inhapim. A vítima foi arremessada de um penhasco de aproximadamente 100 metros de altura. O homem foi acusado de perseguição, ocultação de cadáver e outros crimes graves.
A denúncia, apresentada na terça-feira (28), detalha que a vítima foi perseguida pelo ex-companheiro, que a levou a um precipício na divisa entre o Córrego da Ferrugem e o Córrego da Barreira. O laudo pericial confirmou evidências de luta corporal antes do empurrão, e identificou reação vital, provando que a vítima estava viva no momento do arremesso.
Após o crime, o denunciado não prestou socorro, nem comunicou o ocorrido. Ele abandonou o local e ocultou o corpo. Além disso, o homem se apoderou dos pertences da vítima, descartando objetos e apagando mensagens do celular.
O Ministério Público imputou ao investigado os crimes de feminicídio consumado, qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, estupro, sequestro e cárcere privado qualificado, fraude processual, invasão de dispositivo informático qualificada, tortura e perseguição qualificada.

