Uma operação policial denominada “Catilina” investiga a infiltração de uma facção criminosa no cenário político de Itapoá, em Santa Catarina. A força-tarefa do Gaeco apura que moradores foram coagidos a apoiar candidatos específicos durante as eleições de 2024, segundo o Ministério Público.
A investigação detalha que a organização criminosa distribuía benefícios e auxílios em comunidades sob seu domínio. Além disso, opositores políticos foram ameaçados e intimidados por membros do grupo. A ação policial cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados a três investigados, incluindo o gabinete de um vereador, conforme relatou o colunista Ânderson Silva.
O Ministério Público, responsável pelo Gaeco, declarou que existem indícios de atuação de uma organização criminosa com o objetivo de influenciar o processo político local. O grupo agiria mediante apoio a determinados candidatos e ações destinadas a consolidar o domínio territorial no município.
A investigação é um desdobramento de ações anteriores do Gaeco no Norte de Santa Catarina. Materiais apreendidos serão enviados à Polícia Científica para perícia, visando subsidiar a continuidade das apurações e identificar outros envolvidos no esquema.


