O governo de Cuba anunciou a abertura de amplos setores de sua economia à iniciativa privada, como postos de gasolina e farmácias, em resposta à pressão dos Estados Unidos. A medida ocorre semanas após o Parlamento aprovar um pacote de 176 medidas favoráveis à economia de mercado.
A liberação abrange distribuição de combustíveis, serviços farmacêuticos, terminais portuários e operações de mineração, sob condições específicas, conforme comunicados oficiais. As novas regulamentações ampliam o campo de atuação para empreendedores privados, segundo a imprensa estatal.
Apesar das mudanças, o Estado mantém o controle sobre saúde e educação, garantindo serviços hospitalares gratuitos e mantendo a propriedade estatal da terra no setor agrícola. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, acusou Washington de tentar se apropriar do país por meio de uma “política genocida”.
As reformas representam uma mudança no modelo socialista de planejamento centralizado, que enfrenta crise agravada pelas sanções de Washington. O líder americano mantém pressão sobre o país de 9,4 milhões de habitantes, que sofre com embargo econômico desde 1962.


