Um estudo de mundo real com três anos de acompanhamento reforçou a alta efetividade do cabotegravir na profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável. A análise, conduzida com 1.748 indivíduos, registrou taxa de incidência de infecção por HIV de apenas 0,1% ao ano.
Os resultados do estudo OPERA comprovam a eficácia da PrEP injetável, oferecendo uma opção de prevenção que atende aos desafios de adesão e estigma. Segundo Álvaro Costa, infectologista do Hospital das Clínicas e sub-investigador da Unidade de Pesquisa do Centro de Referência e Tratamento DST/Aids, os dados consistentes de três anos validam a atuação do medicamento no combate à epidemia de HIV.
No Brasil, a prevenção do HIV permanece como pilar de saúde pública, dado que foram notificados 39.216 casos em 2024. Dr. Rodrigo Zilli, diretor médico de Vacinas e HIV da GSK, afirmou que o futuro da prevenção está nos injetáveis de longa duração, reforçando a estratégia para atingir as metas de eliminação do HIV até 2030.
O cabotegravir injetável, administrado a cada dois meses, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em junho de 2023. O estudo OPERA foi realizado em um banco de dados longitudinal de saúde nos Estados Unidos, envolvendo usuários com 18 anos ou mais.


