O Itamaraty negou os vistos de dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que planejavam visitar o Brasil. Os diplomatas, que alegavam querer discutir liberdade de expressão, também manifestaram intenção de se encontrar com um candidato presidencial.
A negativa ocorreu após os funcionários, Riley M. Barnes e Samuel D. Samson, solicitarem conversas com membros do governo brasileiro. Os pedidos de visto foram feitos em Washington, e os diplomatas americanos indicaram o desejo de se reunir com o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
A avaliação do governo brasileiro para negar os vistos considerou o momento do pedido. A decisão levou em conta que Flávio Bolsonaro questionou as urnas eletrônicas em um evento com diplomatas, configurando risco de instrumentalização da visita em contexto pré-eleitoral.
A viagem dos funcionários veio à tona na mesma semana em que Flávio Bolsonaro pediu observadores internacionais ao país. O candidato levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, baseando-se em informações falsas desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2017.


