O mercado de trabalho brasileiro registrou a criação líquida de 145.161 novos empregos formais em junho de 2026, um número superior ao consenso de mercado. O saldo positivo ajudou a elevar o estoque de vínculos celetistas para 48 milhões de trabalhadores no país.
A geração de vagas foi impulsionada pelo setor de serviços, que criou 74,5 mil postos, segundo o economista Leonardo Costa, do ASA. São Paulo liderou a criação, abrindo 35 mil vagas. A construção civil foi o único setor a apresentar crescimento acumulado em 2026, impulsionada por obras de infraestrutura.
Os dados também indicam aumento da confiança da mão de obra, com 760 mil desligamentos a pedido do trabalhador em junho, totalizando 9,2 milhões de demissões voluntárias no período de doze meses. O salário médio real de contratação atingiu R$ 2.404, mantendo-se compatível com a inflação de serviços.
Apesar do vigor pontual, analistas projetam um arrefecimento na segunda metade do ano. Rodolfo Margato, da XP, afirmou que incertezas políticas e embates no Congresso podem levar empresas a adotar cautela com investimentos. A previsão de consultorias aponta para um milhão de novos empregos formais em 2026, acompanhado de avanço de apenas 2% no PIB.

