Júlio Casares renunciou ao cargo de conselheiro do São Paulo para evitar o julgamento da Comissão de Ética, previsto para 30 de julho. O ex-presidente é investigado por gestão temerária e atividades irregulares no mandato, e a renúncia também inclui o afastamento do quadro associativo do clube.
A renúncia ocorre antes do julgamento, que apura alegações de gestão temerária e irregularidades. O advogado de Casares, Bruno Borragine, disse a veículos de comunicação que o ex-presidente sofreu um “processo de exceção”. A defesa alegou que o direito de defesa foi cerceado, pois a comissão não permitiu o acesso a documentos necessários para a representação.
Casares deixou a presidência do São Paulo em janeiro, encerrando um processo de impeachment que seria concluído com assembleia de sócios. Ele é alvo de investigações do Ministério Público e do clube desde dezembro do ano passado, após vazamento de áudio que expôs esquema de uso clandestino de camarotes no MorumBis. O ex-presidente também é investigado por supostos saques irregulares dos cofres do clube.
A crise institucional envolveu a expulsão de diretores ligados ao esquema de camarotes e a exclusão de Márcio Carlomagno, considerado braço direito de Casares. O clube, atualmente presidido por Harry Massis, deve realizar eleição presidencial no final de 2026.

