O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, nesta quarta-feira (29/07/2026), nota contestando a prorrogação do estado de emergência nacional imposta pelos Estados Unidos. O Planalto classificou a medida como “descabida” e os argumentos de Washington como “inverídicos” e “infundados”.
A Secretaria de Comunicação Social contestou a justificativa norte-americana de que o Brasil representaria uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos”. O comunicado também mencionou alegações de violações à liberdade de expressão, censura e perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O Planalto afirmou que tais acusações são “sem qualquer fundamentação nos fatos” e que já foram rebatidas em encontros entre autoridades dos dois países. A nota declarou que a medida desconsidera a soberania brasileira e a independência entre os Poderes.
O comunicado finalizou dizendo: “A qualquer título, é inteiramente descabido caracterizar o Brasil como ameaça aos Estados Unidos, especialmente à luz dos históricos laços diplomáticos e da amizade que une os dois povos”.

