A prefeitura de Muçum, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul, proibiu a reconstrução de residências e edificações nas áreas mais atingidas por alagamentos. A decisão busca prevenir novas tragédias após o município ter sofrido a maior tragédia climática do estado em maio de 2024.
A restrição de novas obras em locais propensos a inundações é uma ação incomum no país e visa forçar o reordenamento urbano e proteger a população local. Registros de satélite comprovaram o nível de devastação que motivou a gestão municipal.
O município gaúcho tenta se reorganizar após enfrentar três cheias históricas entre setembro de 2023 e maio de 2024. No auge do desastre de 2024, o Rio Taquari subiu 26 metros, marca inédita na região. O rastro de destruição incluiu o colapso de uma rodovia e o comprometimento do cemitério municipal, que teve cerca de 3 mil jazigos afetados.
O desastre resultou no banimento de 350 construções condenadas. Apenas uma ponte teve sua reconstrução autorizada no local original. A medida municipal se baseia na necessidade de reestruturação urbana frente aos eventos climáticos extremos.

