Setenta e três por cento das empresas que migraram do mercado cativo para o mercado livre de energia registraram redução na conta de luz, conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (30), mostra que a busca por alternativas de custo é uma estratégia para a indústria brasileira.
O estudo, intitulado “Sondagem Especial Indústria e Energia 2026”, revela que quarenta e um por cento das indústrias brasileiras já aderiram ao mercado livre desde 2024. Segundo Roberto Wagner Pereira, gerente de Energia da CNI, o custo da eletricidade se tornou um fator estratégico para a competitividade industrial, e a migração é o caminho escolhido pelas empresas para diminuir tarifas.
A energia elétrica é o principal insumo energético para setenta e nove por cento das indústrias. Oitenta e três por cento dos empresários consideram o custo da energia decisivo para a competitividade, e sessenta e sete por cento afirmam que o aumento das tarifas impacta os custos de produção. Em resposta, sessenta e quatro por cento das indústrias adotaram medidas para reduzir gastos, sendo a migração para o mercado livre a principal estratégia, escolhida por trinta por cento das empresas.
A adesão ao mercado livre varia conforme o porte da companhia. Entre as grandes indústrias atendidas em alta tensão, sessenta e três por cento já compram energia nesse ambiente de contratação livre. Já nas pequenas empresas, o percentual cai para vinte e dois por cento, com quarenta e cinco por cento ainda no mercado cativo. A CNI indica que há espaço para expansão da modalidade.

