A estreia do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro utiliza tecnologia que pode expandir o uso da inteligência artificial no esporte. O sistema, que emprega entre 28 e 32 câmeras, transforma imagens em dados para análises em tempo real, indo além da identificação de lances.
O especialista em tecnologia, Estevão Paes Leme, explicou que a estrutura instalada nos estádios permite analisar diversos aspectos do jogo. Segundo ele, a tecnologia pode monitorar a velocidade dos atletas, seu posicionamento, movimentação e desgaste físico, ajudando na prevenção de lesões.
Além da análise de desempenho, os dados gerados podem transformar as transmissões esportivas. A tecnologia possibilita a criação de reconstruções tridimensionais dos lances, a oferta de diferentes ângulos de câmera e a disponibilização de informações como velocidade da bola e deslocamento dos atletas em tempo real.
Paes Leme também comentou que a forma de distribuição dessas informações entre clubes e organizadores afetará a competitividade. Ele citou a Copa do Mundo de 2026, onde a FIFA padronizou os dados de desempenho para todas as seleções, diminuindo disparidades de infraestrutura entre as equipes.

