Cada vez mais, homens participam ativamente da criação de anéis de noivado, transformando o pedido de casamento em um ato personalizado. Essa tendência reflete uma busca por peças que expressam referências pessoais e histórias do casal, indo além da escolha tradicional na vitrine.
O movimento ganhou visibilidade com exemplos como o anel de porcelana criado por Samuel Chatto, sobrinho-neto da Rainha Elizabeth II, para Eleanor Ekserdjian. Outros casos incluem a joia desenvolvida para Travis Kelce e Taylor Swift, em parceria com a designer Kindred Lubeck, da Artifex Fine Jewelry, e a colaboração do príncipe Harry na criação do anel de Meghan Markle.
A personalização também acompanha tradições históricas, como quando o príncipe Philip desenhou o anel de noivado da princesa Elizabeth em 1947. No Brasil, Caio Peres, capixaba, participou da produção de um anel de ouro 18 quilates com três diamantes para Lívia Pessotti, integrando a confecção à narrativa do pedido.
Para a gemóloga Giselly Assis, fundadora da Make a Wish Jewel, o interesse crescente indica que os noivos desejam criar algo com mais personalidade. Ela explica que o envolvimento pode variar, desde a definição do desenho até a participação prática na execução da peça, embora o acompanhamento profissional seja fundamental para a qualidade.
Segundo a especialista, o envolvimento do noivo na criação da joia demonstra cuidado e atenção. “Quando o noivo participa da criação, passa a enxergar a joia para além do seu valor material. Cada escolha ganha um significado, e isso transforma o anel em uma peça mais íntima,” disse Assis.

