Romeu Zema optou por não intervir no impasse político entre o governador Mateus Simões (PSD) e o ex-secretário Marcelo Aro (PP) em Minas Gerais. A decisão visa evitar que uma mediação direta seja interpretada como endosso, concentrando os esforços no apoio à campanha de Simões.
A crise política entre o governador Mateus Simões e Marcelo Aro colocou Zema em uma posição delicada antes do início das eleições. Interlocutores indicaram que o ex-governador avaliou que uma intervenção poderia aprofundar as divergências, optando por manter distância do conflito interno.
Zema planeja uma ofensiva para ampliar sua participação na campanha de Simões. O objetivo é percorrer regiões do estado ao lado do governador para transferir capital político, visto que pesquisas mostram que Simões é desconhecido para 58% dos eleitores mineiros. Este movimento ocorre em meio à articulação para que Aro concorra ao governo.
Marcelo Aro tem sido visto por dirigentes do PL, do Republicanos e da federação União-PP como uma alternativa competitiva. Essa visão surgiu após mudanças no equilíbrio interno do grupo político. A rivalidade entre Simões e Aro, contudo, é antiga, marcada por disputas por influência dentro da administração estadual.

