A inadimplência do aluguel no Brasil recuou 0,02 ponto percentual em junho, atingindo 3,20%, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica. Apesar da leve melhora, a pressão financeira persiste, especialmente em imóveis comerciais de baixo valor, que concentram a maior taxa de inadimplência do mercado.
O levantamento indica que a redução de 0,39 ponto percentual em relação a junho de 2025 foi mais expressiva. Contudo, a vulnerabilidade se concentra em imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1.000, onde a taxa chega a 7,40%, mais que o dobro da média nacional. No mercado residencial, a faixa de até R$ 1.000 registra 6,27% de inadimplência.
Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, explicou que aluguéis mais baixos são mais sensíveis ao cenário econômico. Ele afirmou que, no setor comercial, micro e pequenas empresas enfrentam dificuldades com crédito caro, enquanto no residencial, o impacto está ligado ao aumento do custo de vida das famílias.
Regionalmente, o Nordeste mantém a maior taxa de inadimplência no país, com 5,15%. Por outro lado, os imóveis residenciais com aluguel entre R$ 3 mil e R$ 5 mil apresentaram o menor índice, com 1,68%. Os aluguéis acima de R$ 13 mil também mostram alta taxa, atingindo 5,42% no mercado residencial.

