O Tesouro Nacional divulgou o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do 3º bimestre de 2026, mostrando um déficit primário de R$ 92,98 bilhões no acumulado de janeiro a junho. O documento, que é o principal instrumento de transparência das contas da União, aponta que o resultado total do semestre foi de R$ 624,1 bilhões.
A receita total realizada pela União nos seis primeiros meses do ano alcançou R$ 2,94 trilhões, representando 46,41% da previsão atualizada para o exercício completo. As despesas empenhadas no período somaram R$ 3,94 trilhões, enquanto o critério de despesas liquidadas apurou R$ 2,07 trilhões. O relatório, assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, detalha o desequilíbrio entre receitas e despesas.
No âmbito previdenciário, o Regime Geral da Previdência Social (RGPS) registrou um déficit de R$ 235,4 bilhões. As despesas previdenciárias liquidadas atingiram R$ 600,9 bilhões, contrastando com receitas previdenciárias de R$ 365,5 bilhões. Além disso, o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores civis teve déficit de R$ 32,9 bilhões.
Em relação às políticas sociais, a execução em saúde atingiu 87,47% do mínimo constitucional, totalizando R$ 116,9 bilhões. Na educação, o valor aplicado em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) foi de R$ 60,5 bilhões, correspondendo a 84,56% do mínimo proporcional. O documento também informou que não houve necessidade de contingenciamento de despesas no bimestre coberto pelo relatório.

