O ex-jogador da NFL Billy Ray Smith Jr. morreu na quarta-feira, dia 29, aos 64 anos, na Califórnia. A família comunicou o falecimento e atribuiu a demência a uma doença cerebral associada a impactos repetitivos na cabeça, conhecida como encefalopatia traumática crônica (ETC).
A família de Smith divulgou um comunicado lamentando a perda, afirmando que ele enfrentou a jornada com a CTE com “bravura, dignidade e força incomparáveis”. Embora os familiares tenham apontado a ETC como causa, não foi informado se o ex-jogador recebeu um diagnóstico oficial. O Centro de ETC da Universidade de Boston explica que a enfermidade só pode ser confirmada após o falecimento, mediante análise do tecido cerebral.
Durante sua carreira, Smith defendeu o San Diego Chargers entre as décadas de 1980 e 1990. Em 126 partidas, ele registrou 26,5 sacks, 15 interceptações e 13 fumbles forçados, desempenho que o levou ao Time do 50º Aniversário da franquia. Após deixar os gramados, o ex-jogador atuou como comentarista esportivo na emissora KGTV, em San Diego.
A morte de Smith reacende o debate sobre os efeitos neurológicos do futebol americano profissional. Casos anteriores, como o de outro ex-defensor dos Chargers diagnosticado com ETC, reforçam as preocupações sobre as consequências dos traumas sofridos ao longo da carreira.

