A Samsung registrou um aumento de 250 vezes no lucro de sua divisão de chips, impulsionado pela demanda global de infraestrutura de inteligência artificial. A empresa projeta que o desequilíbrio entre oferta e demanda se ampliará em 2027, enquanto grandes clientes solicitam contratos plurianuais a preços elevados.
A operação de chips da Samsung obteve lucro operacional de 89,2 trilhões de won (US$ 62 bilhões) no trimestre finalizado em junho, superando a estimativa média de analistas, que era de 79,3 trilhões de won. O lucro líquido consolidado também ficou acima das projeções, atingindo 71,3 trilhões de won. Executivos da empresa afirmaram que o apetite dos servidores de IA por memória de alta largura de banda (HBM) e armazenamento gera restrições graves de oferta.
O negócio de fundição também ganhou tração, em contraste com a unidade de dispositivos móveis e redes, que registrou a primeira perda histórica do segmento. O vice-presidente Daniel Araujo disse que o aumento dos preços das memórias cria um ambiente “excepcionalmente desafiador” para os dispositivos móveis, e a empresa focará no segmento premium.
A Samsung firmou um contrato de mais de US$ 200 bilhões com a Broadcom até 2030, utilizando suas tecnologias de processo avançado de 2 nanômetros. Analistas apontam que os contratos de longo prazo demonstram crescente poder de precificação no mercado. Jung In Yun, fundador da Fibonacci Asset Management Global, comentou que “lucros recordes já não são suficientes” neste mercado.

