A Micron Technology, fabricante de memória avançada sediada nos EUA, registrou receita de 41,46 bilhões de dólares no terceiro trimestre fiscal, um crescimento de 345,72% em relação ao ano anterior. A ação sofreu uma queda de 27,53% no último mês, mas analistas apontam potencial de alta de 170% devido à demanda por memória de alta largura de banda (HBM) impulsionada por IA.
Apesar do desempenho positivo no terceiro trimestre, que viu o lucro por ação (EPS) atingir 25,11 dólares e a margem bruta GAAP chegar a 84,6%, a ação da empresa caiu 8,85% no último dia de negociação. Essa retração ocorreu em um contexto de pressão setorial, após o surgimento de concorrentes chineses no mercado de DRAM.
A tese de alta se baseia no fato de que a HBM desvincula a Micron dos ciclos tradicionais de commodities de DRAM. Um analista, Ben Reitzes da Melius Research, estabeleceu um preço alvo de 2.200 dólares para a ação. Segundo o CEO Sanjay Mehrotra, a demanda por IA fará com que o mercado total de bits de DRAM e NAND de data center ultrapasse 50% do mercado total da indústria em 2026.
Apesar da queda, o desempenho da Micron é o mais brando entre os fabricantes de memória. Enquanto outras empresas do setor registraram perdas maiores, a empresa manteve um crescimento de 187,67% no ano até a data, segundo dados comparados ao S&P 500.

