O Brasil foi o único grande mercado doméstico de transporte aéreo a registrar crescimento na demanda de passageiros em junho, conforme dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Enquanto o mercado nacional avançou 0,9% na comparação anual, a demanda global por viagens aéreas recuou 1,7% em relação a junho de 2025, refletindo a retração em voos internacionais e domésticos.
No mercado doméstico, a demanda brasileira, medida em passageiros-quilômetro pagos (RPK), cresceu 0,9% em junho frente ao ano anterior. Entre os principais mercados analisados pela IATA, apenas a Austrália manteve estabilidade. Contudo, a oferta de assentos no Brasil aumentou 4,0% no período, o que levou a taxa de ocupação a cair 2,5 pontos percentuais, atingindo 80,2%, a maior redução entre os mercados domésticos avaliados.
Globalmente, a demanda total por transporte aéreo diminuiu 1,7% em junho de 2026. A IATA explicou que essa retração foi influenciada pela queda nos mercados domésticos da China, dos Estados Unidos e do Japão. No cenário internacional, a demanda caiu 0,9% em relação a junho de 2025, embora a América Latina tenha registrado alta de 3,5% na demanda internacional.
Os dados da IATA diferem dos apontados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que indicou retração de 1,2% na demanda doméstica brasileira no mesmo período. A IATA avalia que os preços elevados dos combustíveis contribuíram para a redução da demanda em diversos mercados.


