Pesquisadores analisaram DNA de mais de 500 mamutes lanudos e concluíram que os ancestrais humanos da Era do Gelo priorizavam a caça de fêmeas. A descoberta, publicada em revista científica, aponta que os depósitos de ossos em áreas de atividade humana contêm majoritariamente restos de mamutes fêmeas.
A análise genética, que estudou restos de mamutes com idade entre 20.000 e 30.000 anos, comparou proporções de sexo em ambientes naturais com os encontrados em sítios arqueológicos na Europa, Ásia e América do Norte. Em locais naturais, a maioria dos espécimes era macho, totalizando 66%. Em contraste, os ossos coletados perto de assentamentos humanos apresentavam predominância feminina, atingindo 70%.
Os pesquisadores explicam que a atividade humana foi o fator principal no acúmulo desses ossos. Embora a caça direta tenha ocorrido, os cientistas apontam que a dinâmica pode ser mais complexa. Um dos coautores disse que, se os mamutes se comportassem como elefantes modernos, as fêmeas em manadas matriarcais poderiam apresentar defesas de grupo, tornando o encontro com o rebanho mais arriscado.
Além disso, a equipe identificou um caso incomum de mosaicismo de cromossomos sexuais em um mamute da Ilha Wrangel, na Rússia. Este achado demonstra o poder do DNA antigo para elucidar questões de comportamento animal e cultura humana de dezenas de milhares de anos atrás.

