Houthis, grupo militante do Iêmen alinhado ao Irã, atacaram a Arábia Saudita nesta semana a partir de território iraquiano. A ação ocorreu em coordenação com grupos armados iraquianos, segundo avaliações de parceiros regionais. As ofensivas visam aliados dos Estados Unidos na região.
As avaliações apontam que membros do chamado “Eixo da Resistência” do Irã aprofundaram laços e capacidade de causar danos aos aliados dos Estados Unidos. Os ataques incluíram instalações petrolíferas na província oriental da Arábia Saudita, principal centro de petróleo bruto do reino. A Arábia Saudita realizou ataques aéreos conjuntos com os Estados Unidos contra alvos iraquianos, culpando grupos armados alinhados ao Irã.
Autoridades regionais afirmaram que alguns dos ataques ocorreram sob supervisão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Um pesquisador do Chatham House disse: “Agora há treinamento e coordenação diretos entre os próprios membros do Eixo da Resistência, não apenas entre eles e o Irã”.
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, cancelou visita ao príncipe herdeiro Mohammed bin Salman após os ataques sauditas ao Iraque. Analistas indicam que o Iraque atua como um nó importante nesse eixo, facilitando ataques devido à sua vasta geografia e fronteira de mais de 800km com a Arábia Saudita.


