O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas em sua última reunião, mas o novo presidente, Kevin Warsh, indicou que a luta contra a inflação persiste. A decisão ocorre em meio à volatilidade dos preços do petróleo, que voltou acima de US$ 90 por barril, e à desaceleração do crescimento econômico dos Estados Unidos.
O relatório mais recente do Departamento de Comércio mostrou que a inflação moderou em junho. O índice de gastos pessoais (PCE) caiu para 3,7% e o PCE núcleo, preferido pelo Fed, atingiu 3,3%. Contudo, essa melhora dependeu fortemente da queda no gasto com gasolina, resultado de um breve cessar-fogo no Oriente Médio. Segundo o Bureau of Economic Analysis, os gastos com combustível diminuíram US$ 48,1 bilhões em junho.
Com a intensificação das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o petróleo subiu novamente, e os preços da gasolina ultrapassaram US$ 4 por galão. Isso sugere que a tendência de queda da inflação pode ser curta. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA também desacelerou para 1,5% no segundo trimestre, abaixo das projeções de economistas.
Apesar do crescimento mais lento, o mercado observa um apoio crescente a uma política monetária mais restritiva. Três dos nove presidentes de bancos regionais do Fed votaram a favor de aumentar as taxas em setembro. O Fed está preparado para um confronto de alto risco, e a variável mais importante para investidores é o preço do petróleo.

