Centenas de migrantes entraram em Ceuta, enclave espanhol na África, a partir do Marrocos nesta quinta-feira (30). A chegada soma-se a 1.500 pessoas nos últimos dias, configurando uma “emergência humanitária” que resultou em uma morte, segundo autoridades locais.
Ceuta e Melilla são as únicas fronteiras terrestres da União Europeia com a África. A entrada em massa ocorreu por uma passagem fronteiriça no sul do território. O prefeito-presidente de Ceuta, Juan Vivas, informou que os centros de acolhimento estão colapsados devido ao fluxo de cerca de 200 pessoas por dia, citando um caso de óbito durante a tentativa de chegada.
O governo espanhol comunicou que concordou com Rabat em tomar medidas para devolver o mais rápido possível todos os migrantes que entraram ilegalmente. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o país mobiliza recursos e trabalha com autoridades marroquinas e internacionais para restaurar a normalidade.
O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, viajará à cidade autônoma na sexta-feira (31) para acompanhar a situação. O Ministério do Interior apontou as redes de tráfico de pessoas como responsáveis pelas entradas em massa, reforçando a colaboração da Espanha com Marrocos em matéria migratória.


