A Arábia Saudita anunciou a formação de uma coalizão militar internacional para reforçar a segurança no Mar Vermelho. A aliança surge em resposta aos ataques da milícia rebelde houthi, do Iêmen, que ameaçam rotas de comércio e exportações de petróleo. Cerca de 14 países já confirmaram apoio à iniciativa, que terá caráter defensivo.
A coalizão, cuja sede ficará na Arábia Saudita, foi apresentada a países europeus e aos Estados Unidos. Segundo o governo saudita, a aliança atuará no compartilhamento de inteligência, realização de exercícios conjuntos e coordenação de operações marítimas para proteger corredores internacionais de navegação. A iniciativa ocorre em meio à escalada de tensões com os houthis, grupo apoiado pelo Irã.
Os ataques dos rebeldes, que se intensificaram após um bloqueio anunciado em 20 de julho, impactaram o fluxo de embarcações. A empresa de inteligência marítima Windward informou que o tráfego de navios pelo Estreito de Bab el-Mandeb caiu cerca de 20% desde o início do bloqueio. O Mar Vermelho ganhou importância estratégica para o mercado de energia após a redução do tráfego pelo Estreito de Ormuz.
A deterioração da segurança também afetou a economia do reino. Dados preliminares indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) saudita encolheu 4,8% no segundo trimestre, resultado da retração das atividades ligadas ao setor de petróleo. Como alternativa, autoridades sauditas passaram a usar rotas mais longas pelo Canal de Suez e oleodutos terrestres.

