Dirigentes europeus cotam Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain (PSG), para enfrentar Gianni Infantino nas próximas eleições da Fifa. A movimentação ocorre em meio ao crescente desgaste entre a entidade máxima do futebol e a Uefa, focado em divergências sobre a gestão de competições.
A disputa pelo comando da Fifa ganhou força com a defesa de Al-Khelaifi como candidato de consenso no futebol europeu. A tensão se intensificou após a Fifa apresentar um plano para criar uma empresa gestora de competições, incluindo o Mundial, com possibilidade de venda de participação acionária. Essa iniciativa desagradou clubes e dirigentes europeus, que alegaram não ter sido consultados sobre a proposta.
A Associação Europeia de Clubes (ECA), presidida por Al-Khelaifi, convocou reunião de emergência para discutir uma resposta conjunta. Entre as opções debatidas está um boicote à Copa do Mundo de 2030, caso não haja acordo sobre o modelo de gestão. Apesar disso, um representante do dirigente catariano negou qualquer ambição pelo cargo, afirmando que ele continuará apoiando discretamente as instituições do futebol mundial e europeu.
O conflito entre Fifa e Uefa abrange temas além dos direitos comerciais. A relação se deteriorou durante a Copa do Mundo de 2026, quando a Uefa criticou a anulação da suspensão de um atacante norte-americano, medida que teria ocorrido após conversa entre Donald Trump e Infantino. Outro ponto de atrito é a proposta da Fifa de expandir a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções, o que a Uefa contesta.

